terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ERRO

E se todas as minhas convicções estiverem erradas?
E se o que eu tenho como verdadeiro for falso diante de Deus?
Se tornarão verdadeiras porque eu acredito?
Será que me torno mais parecida com Ele fazendo as coisas que eu gostaria de fazer?
Será que sou mais perfeita aos Seus olhos se eu for mais forte diante de homens?
O que é força senão a graça e a dependência nEle?
O que serão os dias de imperfeição quando eu estiver diante dEle?
O que eu direi a Ele se Ele disser que eu estava o tempo todo errada nas minhas concepções?
Será que vou poder dizer "ah, eu pensava que era isso..."?
Será que vou ousar dizer qualquer coisa?
E se o que eu faço, e fiz até agora, não tinham nada a ver com o que Ele entende como certo?
Eu quero ser perfeita! Mas nem sei o que é isso.
E as pessoas hoje em dia parecem cada vez saber menos.
Eu quero voltar ao Jardim!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

POLIANA

Por que Poliana?
Poliana remete-me a um grande amigo meu, Rodrigo, que me chamava por este nome, e que muito me aconselhava enquanto vivi um momento muito difícil da minha vida.
Poliana é referência a Pollyanna, livro escrito por Eleanor H. Porter, que aprendeu a viver feliz em qualquer situação, mesmo nos piores momentos.
Assim moldo a cada dia meu olhar, sob o mesmo prisma de otimismo de Poliana.
É claro que minha melancolia as vezes me supera as forças, mas prossigo, tentando ao máximo ver sempre o "lado bom das coisas".
Mas meu nome, Nathalia, nascida, talvez traga a maior verdade que posso carregar: eu nasci! E, no mundo, nenhuma situação pode invalidar ou impedir minha existência!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Injustiça

É estranho como algumas vezes nos sentimos injustiçados.
Na maioria das vezes, reconhecemos que erramos em algum momento de nossa jornada.
Mas as consequências que recebemos não são sempre aceitas.
E quando isso acontece, sentimos que o que fizemos não teve nada relacionado ao que perdemos.
O problema é que todos erram alguma vez. Todos falham. Todos ofendem. Todos mentem.
E a vida se mostra injusta diante dos fatos.
Aliás... viver é em si injusto: ter de viver e passar por sofrimentos, mesmo o nosso lugar definitivo não sendo aqui. Por quê? Coisas que só Deus poderia responder.
Meu umbigo é pequeno demais diante desta imensidão.
Quem me que dera se todos vissem além do próprio umbigo.

Hoje, por exemplo, a minha maior preocupação é o meu aniversário e natal.
Imagino meu dia, sozinha, sem mesa com comidas gostosas, sem família em torno da mesa, sem um abraço de feliz anivesário.
Não é facil para mim imaginar isso. Já imagino as lágrimas que irei derramar.
E a verdade é que não consigo fazer nada para impedir isso.
Todos estarão ocupados demais com suas famílias, com crianças correndo pela casa, se fartando de comida... e eu simplesmente não caberia em nada disso.
Eu não sei porque aniversários me atormentam tanto, mas eu realmente gostaria de poder não viver este dia: o calendário podia não ter esse dia!

Mas estou pensando em meu próprio umbigo quando falo isso.
Minhas preocupações e mesmo este blog só dizem respeito ao meu próprio umbigo.
Mas como ninguém mais o lê, posso dizer que está tudo bem então.

Queria um mundo perfeito que não existe.
Mas presencio pessoas imperfeitas que, querendo a perfeição, não percebem a imperfeição de seus atos.
Estou farta de viver neste mundo injusto!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Atrito

Sinto-me fora do meu lugar.
Falta-me o sentimento de sentir-me em casa, de sentir-me bem.
Sinto como se eu não estivesse onde eu deveria estar.
Estou em algum ponto entre o desejável e o totalmente indesejável. Entre a força e a resistência.
E a resistência promove o atrito.
Engraçado falar de atrito.
Esse é um conceito que aplico pessoalmente.
Resistir às pessoas provoca nelas atrito.
E atrito é tão doloroso!
Não criei este blog para escrever a outra pessoa. Talvez escreva apenas para mim mesma, porque creio que sou a única que se importa realmente com o que eu escrevo aqui, e que talvez leia.
Não preciso ser parte dos favoritos de ninguém.
Ultimamente, nego a mim mesma a necessidade de ser parte de alguma coisa.
Embora creio que nenhum ser humano é em si completo.
E incompletos que somos, precisamos nos completar com as imperfeições que os outros nos apresentam.
Quem sabe juntas, ambas imperfeições se completem.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sobre a dor

Escrevo...

não para esquecer meus problemas, mas refletir sobre eles.

Quando nada do dizer fizer sentido, escondo-me em minhas palavras que sempre revelam algo oculto inatentado.

Existe uma força estranha que me empurra a prosseguir, a não desistir, a não parar a caminhada com lamentos.

A dor existe, mas não me é capaz de deter a minha força.

E aos que me achavam fraca, de mim só o lamento por não conhecerem-me de fato.

A dor não me impedirá de caminhar.

Trago em mim a paz, que nenhum ser humano pode dar.

Acredito na justiça divina.

É Ele meu redentor e minha justiça está nEle!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Jardineiro

Preciso de um jardineiro.
Alguém que tenha talento em arrancar raízes, e plantar novas flores.
Preciso de alguém que lide com terra, que saiba adubar, preparar o terreno, preparar as sementes e conheça de flores para não mal tratá-las. Preciso também que as regue na frequencia exata e nunca se esqueça de regar.
Preciso também que saiba que todo esse esforço é necessário, mas é Deus quem dá o crescimento.
Mas mais ainda, esse jardineiro vai precisar saber livrar-se das ervas daninhas,
das plantas que tentam matar as flores...
Preciso desesperadamente de alguém que arranque o último vestígio de raízes velhas que houver no jardim.
Vamos...
não consigo arrancar sozinha.
Não tenho forças.
Preciso de um jardineiro!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Tempestade

...
Um vento arrasador...
arranca as folhas, os galhos, a flor...
Mas não é capaz de matar a raiz.
Leva o feio e o belo...
Não se importa com o que aqui reside.
Apenas cumpre seu papel e segue.
Não posso pará-lo,
não posso segui-lo,
não posso fingir que não me fere,
nem posso dele me esconder.
Se a raiz é tão forte, vai sobreviver.
Talvez volte a brotar,
talvez floresça novamente.
Talvez seca, sem alimento, sedenta por viver, morra tentando ver a luz,
tentando ser mais forte que a morte.
A morte, porém, existe e resiste.
Morre a flor, mas prossegue a primavera,
que ri da sua morte sem poder detê-la.
O amor é mais forte que a morte.
Onde está, porém, o amor?
Será possível guardá-lo como um tesouro numa caixa?
Será possível fingir que existe ou não?
Será possível arrancar a vida que nele reside?
Sinto os anjos perto de mim...
e sorrio do que não vejo,
do que só a esperança da primavera pode lembrar-me.
Há vida após a tempestade!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Amanhã

o Ser Humano é complexo de mais.
Eu sou complexa de mais.
Por que tendemos olhar somente para um pontinho da linha do tempo chamado agora?
Por que nos preocupamos tanto com o futuro e esquecemos de viver o presente?
Por que depositamos nossa esperança de dias melhores somente para depois, e depois, e mais depois ainda, e por um instante sentimos a vida passar por nossos dedos?
O que construímos hoje refletirá nosso amanhã. Por que se preocupar com o amanhã então?
Por que se preocupar com alguma coisa?
Se Deus comanda nossa sorte, não tem motivo para pensar que depende do meu esforço.
Meu esforço não vale nada.
No fim das contas, aos seus amados Deus dá enquanto dormem.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

NÃO!!!

Assisti a um filme outro dia chamado "Sim, senhor!". Sem grandes comentários críticos, a história refere-se a um homem que nunca dizia sim a nada, e que o ato de fazê-lo trouxe a ele muitos benefícios.

E quanto ao não? - pergunto-me.

Esses dias aprendi que quando não se diz "não" a alguém, fatalmente se ouvirá "NÃO!" de alguma forma.
Não é o fato de deixar de apreciar alguém, ou não agradar, ou não apoiar. A questão é mais ampla: deixar de se anular.
Quando muito se anula a si mesmo, pouco valor se dá, e pouco valor verão em você. Como conseqüência, o não que deixou de se dizer se tornará o NÃO! que dirão à sua vida.
Ninguém tolera quem não mostra o que quer.
E essa omissão é o motivo pelo qual muitas pessoas não vêem aquelas que não têm vitrines.
Nunca fiz parte da lista das 10 mais... Mais grave, porém, nunca ter dito não.
Não é de se admirar que digam agora NÃO! para mim.
O problema que este se refere a todo o resto da minha existência.
Anula não somente a parte omissa, mas, também, a parte que deveria apresentar-se valorosa. Existem, porém, valores que não se notam, ou pouco valem diante de uma sociedade canibal.

Ora, por quê?

Simplesmente porque não há vitrines nisso!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Egoismo

Há quem seja parte. Há quem não.
Não sou parte. Parece-me que nunca fui.
Parte de nada.
Simplesmente não sou parte.
Entrego-me sempre por inteira. E o inteiro nunca retorna.
Nem mesmo a parte que eu deveria ser.
E assim, parte da parte da parte da parte... talvez não sobreviva.
Quero ser toda inteira...
E acabo doando-me toda.
Mas não há todo que eu receba.
O que quero não quero só por querer.
Eu apenas não desisto do que quero. Não há, porém, quem não desista de mim.

Polido...

Quem me dera palavras.
Palavras secas, limpas, isentas de emoção.
Distanciar-me do que sou, não tocar em nada aqui que transmita alguma coisa de mim.
Ninguém atenta aos sentidos, não há motivos então.
Há em mim valor. Não existem, porém, vitrines.
Escondo-me em mim mesma.
Estão polidos todos os que me cercam. E assim, polidos, já não enxergam o que verdadeiramente são.
Quem somos nós, então?
Talvez o mundo inteiro pareça mais real e polido do que sou.
Em mim há somente o silêncio. O oculto. Aquilo que ninguém parou para se atentar.
E, de fato, não atentam.
Quem sabe se gritasse!
Mas mais uma vez há um silêncio gritante.