...
Um vento arrasador...
arranca as folhas, os galhos, a flor...
Mas não é capaz de matar a raiz.
Leva o feio e o belo...
Não se importa com o que aqui reside.
Apenas cumpre seu papel e segue.
Não posso pará-lo,
não posso segui-lo,
não posso fingir que não me fere,
nem posso dele me esconder.
Se a raiz é tão forte, vai sobreviver.
Talvez volte a brotar,
talvez floresça novamente.
Talvez seca, sem alimento, sedenta por viver, morra tentando ver a luz,
tentando ser mais forte que a morte.
A morte, porém, existe e resiste.
Morre a flor, mas prossegue a primavera,
que ri da sua morte sem poder detê-la.
O amor é mais forte que a morte.
Onde está, porém, o amor?
Será possível guardá-lo como um tesouro numa caixa?
Será possível fingir que existe ou não?
Será possível arrancar a vida que nele reside?
Sinto os anjos perto de mim...
e sorrio do que não vejo,
do que só a esperança da primavera pode lembrar-me.
Há vida após a tempestade!
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