Assisti a um filme outro dia chamado "Sim, senhor!". Sem grandes comentários críticos, a história refere-se a um homem que nunca dizia sim a nada, e que o ato de fazê-lo trouxe a ele muitos benefícios.
E quanto ao não? - pergunto-me.
Esses dias aprendi que quando não se diz "não" a alguém, fatalmente se ouvirá "NÃO!" de alguma forma.
Não é o fato de deixar de apreciar alguém, ou não agradar, ou não apoiar. A questão é mais ampla: deixar de se anular.
Quando muito se anula a si mesmo, pouco valor se dá, e pouco valor verão em você. Como conseqüência, o não que deixou de se dizer se tornará o NÃO! que dirão à sua vida.
Ninguém tolera quem não mostra o que quer.
E essa omissão é o motivo pelo qual muitas pessoas não vêem aquelas que não têm vitrines.
Nunca fiz parte da lista das 10 mais... Mais grave, porém, nunca ter dito não.
Não é de se admirar que digam agora NÃO! para mim.
O problema que este se refere a todo o resto da minha existência.
Anula não somente a parte omissa, mas, também, a parte que deveria apresentar-se valorosa. Existem, porém, valores que não se notam, ou pouco valem diante de uma sociedade canibal.
Ora, por quê?
Simplesmente porque não há vitrines nisso!
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