quarta-feira, 18 de maio de 2011

madrugada

Abro a página. Está vazia, limpa, pronta a receber qualquer coisa que um sistema binário codifique e que a linguagem possa representar. Quem me dera ter todas as palavras do mundo para interpretar o que sinto neste momento.
Mas os sentidos se confundem com o ser... e as palavras dançam, se apresentando para serem escolhidas. Se elas simplesmente soubessem sua hora e vez. Se elas tivessem um ritmo qualquer a acompanhar... Só me resta a noite que está fria e linda...
No céu pontilhado, uma lua cheia e uma estrela cadente. Um pedido...? Vida!
Desejo viver, mais do que qualquer coisa.
o futuro está embaçado, como um espelho cheio de vapor... as perspectivas são transversais a tantas necessidades e incertezas.
uma noite,
tantas possibilidades...
silêncio...
calmaria...
do som emudecido...
da luz que não acende...
da página que não vira, que não muda.
da saudade.
só me resta esperar o sol nascer...
porque o dia já começou.

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