quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sobre a dor

Escrevo...

não para esquecer meus problemas, mas refletir sobre eles.

Quando nada do dizer fizer sentido, escondo-me em minhas palavras que sempre revelam algo oculto inatentado.

Existe uma força estranha que me empurra a prosseguir, a não desistir, a não parar a caminhada com lamentos.

A dor existe, mas não me é capaz de deter a minha força.

E aos que me achavam fraca, de mim só o lamento por não conhecerem-me de fato.

A dor não me impedirá de caminhar.

Trago em mim a paz, que nenhum ser humano pode dar.

Acredito na justiça divina.

É Ele meu redentor e minha justiça está nEle!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Jardineiro

Preciso de um jardineiro.
Alguém que tenha talento em arrancar raízes, e plantar novas flores.
Preciso de alguém que lide com terra, que saiba adubar, preparar o terreno, preparar as sementes e conheça de flores para não mal tratá-las. Preciso também que as regue na frequencia exata e nunca se esqueça de regar.
Preciso também que saiba que todo esse esforço é necessário, mas é Deus quem dá o crescimento.
Mas mais ainda, esse jardineiro vai precisar saber livrar-se das ervas daninhas,
das plantas que tentam matar as flores...
Preciso desesperadamente de alguém que arranque o último vestígio de raízes velhas que houver no jardim.
Vamos...
não consigo arrancar sozinha.
Não tenho forças.
Preciso de um jardineiro!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Tempestade

...
Um vento arrasador...
arranca as folhas, os galhos, a flor...
Mas não é capaz de matar a raiz.
Leva o feio e o belo...
Não se importa com o que aqui reside.
Apenas cumpre seu papel e segue.
Não posso pará-lo,
não posso segui-lo,
não posso fingir que não me fere,
nem posso dele me esconder.
Se a raiz é tão forte, vai sobreviver.
Talvez volte a brotar,
talvez floresça novamente.
Talvez seca, sem alimento, sedenta por viver, morra tentando ver a luz,
tentando ser mais forte que a morte.
A morte, porém, existe e resiste.
Morre a flor, mas prossegue a primavera,
que ri da sua morte sem poder detê-la.
O amor é mais forte que a morte.
Onde está, porém, o amor?
Será possível guardá-lo como um tesouro numa caixa?
Será possível fingir que existe ou não?
Será possível arrancar a vida que nele reside?
Sinto os anjos perto de mim...
e sorrio do que não vejo,
do que só a esperança da primavera pode lembrar-me.
Há vida após a tempestade!